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Roda pedagógica "Na Medida Certa"

Publicado: Segunda, 18 de Maio de 2015, 14h14 | Última atualização em Quinta, 24 de Agosto de 2017, 11h27

Reflexões sobre a avaliação na  educação a distância

Foto 1 - Notícia 5Foto 1 - Notícia 5

A partir da história da Girafa Benedita, o Grupo de Educação e Humanidades, realizou uma roda pedagógica com o objetivo de refletir acerca do processo avaliativo que perpassa os Cursos de Especialização a Distancia em Gestão de Pessoas e Projetos Sociais e de Gestão Educacional. Professores, coordenadores e tutores dos dois cursos,periodicamente, participam,desde 2008, na Unifei, do Programa Rodas Pedagógicas. Trata-se de um conjunto de atividades de formação continuada em que, por meio de outras linguagens e  metaforizando a educação e em especial, a educação a distancia, cria-se um espaço de reflexão, compartilhamento e construção de conhecimentos acerca das práticas de ensino. Em cada Roda Pedagógica, um integrante do próprio grupo dirige a atividade, correspondente a uma habilidade específica ou hobby, compartilha com o grupo a sua competência em determinada área e propicia o pensar coletivo, a reflexão rigorosa acerca de um tema relacionado à educação a distancia.

Na Medida Certa foi uma Roda Pedagógica comandada por Luciana Mendonça, designer instrucional dos referidos cursos de especialização a distância e professora da Educação Básica. Trabalhando há anos com Ilha de Interdisciplinaridade de Racionalidade e por meio da Literatura Infantil, a Roda Pedagógica teve o título coerente e adequado ao tema proposto para tal roda, a questão da avaliação.

               
Foto 2 - Notícia 5Foto 2 - Notícia 5Ao contar a história da Girafa Benedita, com ilustrações registrando cada momento da trama, percebemos o caráter cuidadoso necessário o planejamento de qualquer atividade de ensino. Os recursos didáticos, confeccionados, desenhado e pintados apontam para a importância da preparação da aula e para o compromisso do professor em relação ao aprendizado do aluno. Ao mesmo tempo em que a história era contada e as atividades posteriores foram sugeridas e realizadas em díade pelo grupo, a professora Luciana definiu as etapas que delineiam uma Ilha Interdisciplinar de Racionalidade, a saber: (a) Situação-problema; (b) Clichê; (c) Consulta; (d) Caixas-pretas.

As díades(e alguns trios) foram formados e convidados a realizar atividades distintas a partir da história contada como Medidas, História Recontada, Classificação, Interpretação, Confecção-arte de bichos.

Na discussão dos resultados destas atividades, o grupo já inicia a reflexão acerca da avaliação, ao se observar o quanto os aprendizes são diferentes e, em suas diferenças, se complementam para se mobilizarem para o aprendizado. Como, pois avaliar os alunos, considerando suas diferenças e capacidades diversas, com o mesmo instrumento de avaliação?

No movimento entre o fazer e o pensar a avaliação professores, tutores e coordenadores discutiram o sentido da avaliação como medida, que restringe o olhar do professor e exclui alunos. E discutiram sobre o que confere legitimidade ao processo avaliativo, ou seja, a avaliação como processo sistemático, contínuo, funcional, orientadora, integral, inclusiva, qualitativa/quantitativa e relacional. Cada item suscitou reflexões, depoimentos, aprendizado acerca dos erros que incorremos quando avaliamos apenas um aspecto do aluno, quando desconsideramos as diferenças, quando os desafios não são devidamente dosados.

               
E, especificamente, a avaliação realizada nos cursos a distância, deve levar em consideração alguns princípios, elencados pela professora Luciana e ressignificados pelo grupo, a saber:

- Aprendizagem colaborativa promove a busca e o desenvolvimento da autonomia do aluno a distancia

- Importância dos que trabalham em EaD desenvolverem novas competências como o uso didático das nuvens,bem como aprender e explorar outros modos de ensinar e aprender como M-learning, Moocs, os REAs

- Necessidade de sempre aprimorar os indicadores de desempenho que correspondam à diversidade e contextos de aprendizes

- Realização de estudos e análises dos estilos de aprendizagem dos alunos que optam pela EaD a fim de minimizar os riscos de enganos no processo avaliativo

- Desenvolvimento de destreza tecnológico-midiática a fim de que a as atividades mediadas tenham efetividade no aprendizado do aluno

               
Foto 3 - Notícia 5Foto 3 - Notícia 5Ao final, avaliando a própria Roda Pedagógica sobre avaliação, fez-se um exercício avaliativo da figura do Papagaio na história. O Papagaio foi o responsável indireto pelo " pescoço engalhado" da girafa Benedita porque ao olhá-lo e admirá-lo, Benedita perdeu-se no emaranhado da floresta. E durante todo o esforço de seus amigos, comandados pelo Mede-Palmo, o Papagaio ali ficou, apenas olhando, sem se envolver na busca de solução para a problemática da girafa. O que foi o Papagaio? Talvez seja ele o representante do olhar avaliativo, que se distancia para melhor analisar o contexto? Ou, quem sabe o Papagaio seja o sujeito que registra e confere história às vivências coletivas? É a avaliação, como processo, que tem o registro e a marca do caminho do aprendizado, que delineia os desafios, que legitima os passos de aprendizes. Papagaio é um dos sujeitos da avaliação? Perguntas estas que foram elaboradas no diálogo e na construção coletiva acerca dos riscos e possibilidades da Avaliação. As respostas? Estas serão reformuladas, revisitadas em cada conversa e em cada exercício avaliativo  a ser planejado e/ou executado. Porque as rodas, pedagógicas ou não, não tem ponto final, apenas circularidade de sentidos.

Esta Roda Pedagógica, desenvolvida com a leveza própria da Literatura Infantil mostrou que é possível aprender a partir do simples e que, pela colaboração, aprendemos a respeitar e confiar no tempo do outro de aprender. E, mais uma vez, aprendemos um pouco mais sobre um integrante (Luciana) do grupo e descobrimos ou reforçamos habilidades que nos definem e nos tornam únicos para, nesta diversidade, sermos eternos aprendizes da Educação.

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