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Itajubá sedia Seminário Nacional de Políticas Culturais e Ambientais

Publicado: Quinta, 10 de Agosto de 2017, 09h46 | Última atualização em Sexta, 11 de Agosto de 2017, 11h08 | Acessos: 55

 

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Público distinto, de todas regiões do país, prestigiou o evento.

Aconteceu no campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), o II Seminário Nacional de Políticas Culturais e Ambientais com o propósito de levantar os questionamentos e influenciar os encaminhamentos das políticas públicas e sociais no campo da cultura, da biodiversidade, e diversas tecnologias sociais nas instâncias públicas e privadas, locais, regionais e nacional.

Realizado entre os dias 2 e 4 de agosto, o evento foi organizado pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Desenvolvimento (NEID) e pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade (PPG DtecS) da Unifei, sob coordenação do professor Carlos Alberto Máximo Pimenta. “Há uma rede de pesquisadores de todo o Brasil que vem estudando, há certo tempo, temas da biodiversidade e diversidade cultural, territorialidades, práticas e aprendizagem culturais, memória, patrimonialização, gestão, inovação, tecnologias, artesanato, artefatos, saberes e geração de renda. E para que todo esse estudo seja exposto ao público, idealizamos esse Seminário que já está na segunda edição”, conta Pimenta, fazendo referência à primeira edição, que aconteceu na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, na edição 2017 tinham representantes da Paraíba, Pernambuco, Mato grosso, Minas Gerais, Campinas e Rio Grande do Sul.

A programação foi dividida em uma Conferência de Abertura, no dia 2, com a presença do antropólogo José Rogério Lopes (da Unisinos/RS) e José Márcio de Barros (UEMG/PUC/MG), e atividades como Mesas Redondas e Grupos de Trabalhos. “A importância deve evento é integrar esses pesquisadores de 17 Estados do Brasil e outras 33 universidades, discutindo projetos e programas que não criem dicotomia da relação entre cultura e natureza. Aqui vemos políticas culturais ambientais como políticas que compõem um único olhar sobre a vida”, avaliou José Rogério, que ainda acrescentou. “Num segundo momento, podemos entender o papel da tecnologia contemporânea na efetivação desses propositivos da vida, envolvendo a sociedade, em geral por meio de projetos que estão em desenvolvimento no Brasil e alguns projetos em outros países com os quais essa rede de pesquisadores tem intercâmbio como México, África e Argentina”.

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A primeira exposição foi dos antropólogos José Márcio de Barros (UEMG/PUC/MG)  e José Rogério Lopes (da Unisinos/RS).

Com o tema ‘Do latente ao manifesto: biodiversidade e biojoias como novas representações de valor’, o palestrante e debatedor, José Márcio, abordaram conceitos que são operantes para a vida da sociedade, no meio empresarial, no mercado e na universidade, como o conceito de inovação. “As relações entre cultura, meio ambiente e tecnologias são cada vez mais indissociáveis. A força desse encontro e a singularidade de acontecer dentro de uma universidade, que tem uma produção tão ligada a tecnologia, é lembrar que toda tecnologia é acionada por sujeitos, e sujeitos são acionados pela sua cultura. Dissociar isso é empobrecer a questão. Temos que ressaltar que, todo o desenvolvimento tecnológico deve ser colocado a serviço do desenvolvimento humano”, avaliou o debatedor.

Houve ainda, no primeiro dia, uma apresentação cultural com o ‘Trem do Nada’, que trouxe Mateus Siqueira Leite tocando viola. Esse momento aconteceu no auditório da Elétrica da Unifei, na presença do reitor da instituição, Dagoberto Alves de Almeida e também do pró-reitor de Pesquisa, Carlos, Eduardo Sanches; diretor de Tecnologias Empresariais, Carlos Melo; diretor do Instituto de Engenharia de Produção e Gestão, José Arnaldo Montevechi e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento de Tecnologias e Sociedade, Adilson da Silva Neto.


Mesas Redondas e Grupos de Trabalhos

Dando sequência ao Seminário Nacional, no dia 3, no prédio do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) e Centro de Educação (Ceduc), aconteceu uma Mesa Redonda que tratou do Desenvolvimento Local somado às políticas culturais, diversidades e tecnologias. Convidada como expositora, a Carmem Lúcia Arruda, a Malu, compartilhou sua experiência na Universidade de Campinas (Unicamp) sobre a cultura na instituição de educação superior. “Estamos há quatro anos trabalhando na tentativa de construir uma política de desenvolvimento cultural para a Unicamp e, com isso, avaliar essa questão da cultura dentro das instituições de ensino superior. Não apenas no Brasil, mas também fora, trazendo os porquês disso estar hoje em evidência”, explicou Malu. 

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Mesas redondas e grupos de trabalho enriqueceram a programação do evento.

Para ela, as faculdades e universidades sempre tiveram na sua pauta a pesquisa e a inovação como forma de contribuição para a sociedade. Mas hoje as exigências dessa sociedade são outras. “Cada vez mais querem estar presente e participar na realização da universidade. E cultura se coloca como uma via de diálogo muito importante, mesmo porque há denominadores comuns, próximos de uma outra linguagem das pessoas que estão fora da universidade, mas dividem o mesmo contexto”, declarou a doutora em Ciências Sociais, almejando que esse movimento da cultura institucionalizada aconteça de fato dentro das instituições. Dividiu a mesa com ela, Marco Aurélio Paz Tella (UFPB), que expôs sua pesquisa na região da Paraíba, envolvendo a cultura hip hop como elemento importante no estudo da interiorização. “Um reflexo cultural do gueto”, declarou.

Foi o debatedor dessa mesa, o historiador Moacir José dos Santos (Unitau/SP), que avaliou a discussão do assunto dentro da universidade como início de algo que vai sobrecair na sociedade posteriormente. “Vai refletir no amadurecimento e interlocução social maior, mesmo porque essas questões de desenvolvimento são cada vez mais visíveis e esse é o momento de preparar a repercussão e elaboração de sabores”.

Completam ainda a lista de profissionais participantes, que participaram no dia 4 de agosto: André Luiz da Silva (Unitau/SP), breno Augusto Souto Maior (UFPE/PE), Edson Silva de Farias (UNB), Jorge Miklos (Unip/SP) e Maria Helena Ferreira Penteado (do Observatório Sul Mineiro de Políticas Culturais). 

Vejam as fotos: https://goo.gl/gx4LvG

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